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DICAS PARA DECOLAR

O ABC do Trabalho


A É PARA ATENÇÃO

ATENÇÃO A SI MESMO

O que significa, em termos profissionais, atenção a si mesmo? Esse tópico cobre uma variedade muito grande de aspectos. Mas, de uma maneira geral, define basicamente as duas atitudes a que já nos referimos quando falamos da Atenção ao Outro: prestar atenção ao que se é e faz e, além disso, dar atenção a si mesmo.

O que é prestar atenção a sim mesmo? Dito assim, parece simples. Nós fazemos isso o tempo todo. Mas será que fazemos? E, se fazemos, por que ficamos tão surpresos quando alguém aponta alguma característica nossa, positiva ou negativa, que muitas vezes nem desconfiávamos ter?

A verdade é que quase nunca realmente prestamos atenção ao que somos e fazemos. Muito cedo na vida desenvolvemos uma noção – muitas vezes vaga ou errônea – do que somos. E a partir daí vamos tocando o barco, sem jamais verificar se isso é verdade.

Esse desconhecimento de si mesmo é, sem dúvida, um dos nossos grandes inimigos profissionais. Pois como alguém vai alcançar todo seu potencial se nem ao menos sabe o que é, ou se vê de forma totalmente errada?

1 – ATENÇÃO AO QUE SE É E FAZ - CONHECE A TI MESMO

"Conhece a ti mesmo", dizia Sócrates, o filósofo grego. E o auto-conhecimento tem sido a base do sucesso de todos os grandes profissionais. Só quem sabe o que é pode saber onde pode chegar.

Conhecer a si mesmo significa, antes que tudo, saber quais são os nossos pontos fortes e fracos. Conhecê-los não representa aceitar os defeitos ou acomodar-se nas qualidades. É, mais do que isso, estabelecer uma base sólida de crescimento profissional e pessoal. Como podemos chegar a nos conhecer? Aqui um outro ditado vêm em nosso auxílio: "Você é aquilo que mais pratica", diz a sabedoria oriental.

A – O QUE VOCÊ PRATICA?

E o que você pratica? Se tiver que responder essa pergunta sem pensar, você não saberá a resposta – mas uma prova do quão pouco nos conhecemos. Só há uma maneira de superar essa ignorância: começar a observar, diariamente, a si mesmo. Uma forma simples de fazê-lo é anotar, durante alguns dias, o que você faz no decorrer de seu dia de trabalho. Sempre que possível, faça um intervalo breve (de um minutinho) para anotar o que fez até aquele momento. Procure ser preciso, conciso e honesto: se na última hora você "trabalhou no projeto X", mas dessa hora você gastou 10 minutos no café, outros 30 pesquisando na Internet (e durante a pesquisa aproveitou para responder emails pessoais por 15 minutos); e mais 5 minutos pensando em como passar na oficina para consertar o carro na hora do almoço, especifique isso. Não precisa ser extenso. Basta ter uma anotação que sirva de guia para que você saiba, exatamente, o que está fazendo. Em um caso como este, a anotação servirá para que a pessoa veja que é bastante dispersiva.

Depois de algum tempo – uma semana é o suficiente, geralmente – observando o seu dia-a-dia, você terá condições de saber o que está fazendo da sua vida profissional. E terá uma base sobre a qual trabalhar. Para mim, por exemplo, esse exercício foi extremamente útil. Através dele descobri que, sistematicamente, deixava alguns assuntos pendentes todos os dias – que era uma espécie de vício profissional meu. Com base nessa observação, pude começar a tomar medidas para me aperfeiçoar.

B – O QUE HÁ DE BOM?

Geralmente, nesse tipo de exercício, colocamos a ênfase nas descobertas "negativas" que fazemos. Mas é preciso lembrar que há sempre uma contraparte – cada defeito, geralmente, anda acompanhado de uma qualidade. Usando o exemplo pessoal que dei: da mesma forma que eu tenho uma tendência a deixar coisas pendentes, tenho, em compensação, uma grande capacidade de ser muito rápida em situações de urgência – o que é até meio óbvio: tanto enrolo que, quando a coisa complica, eu tenho que resolver rápido.

Esse é um exemplo típico do casamento entre defeitos e qualidades que todos temos. Portanto, ao descobrir quais são os seus defeitos profissionais, você irá achar a qualidade que está compensando esses defeitos: o preguiçoso é rápido. O que fala demais é observador. O que se perde em uma infinidade de dados é um bom pesquisador.

E é nessa qualidade, que está atrás do defeito, que está a chave da correção do defeito. Eu, por exemplo, tenho usado minha rapidez para "passar a perna" na minha mania de deixar para depois: faço rapidinho, sem pensar, para não ter o perigo de deixar para amanhã. Verifique o acerto dessa teoria em si mesmo/a, usando sua qualidade "oculta" para contornar seu defeito. Verá como funciona.

2 – DAR ATENÇÃO A SI MESMO - CUIDA BEM DE TI

Esse segundo aspecto da atenção a si mesmo é tão vital quanto o primeiro. Porque o sucesso profissional não é feito só de bom desempenho. Preste atenção na frase que se segue: sucesso profissional é feito, também e principalmente, de estar bem consigo mesmo. A pessoa mais bem sucedida do mundo será um fracasso caso se sinta infeliz, sobrecarregada, frustrada.

Então, fique atento ao seu funcionário mais importante: você. Veja o que essa pessoa precisa. Cuidar de si é dar, a si mesmo, o mesmo grau de atenção que você daria à pessoa que considerasse mais importante do mundo. E você é, inquestionavelmente, a pessoa mais importante do seu mundo, por um motivo muito simples: sem você, não há sua carreira, não é?

AS FERRAMENTAS DO AUTO-CUIDADO

Cuidar de si começa pelo cuidado mais básico: o do próprio corpo. Não tem jeito: esse é seu corpo, você vive nele. Se ele pifar, adeus trabalho. Reserve um fim de semana para verificar a quantas anda sua saúde, considerando dois itens básicos:

A – Alimentação – como está sua alimentação? Se você come fora, como pode melhora-la? Não seria possível levar algumas frutas para comer no lanche, ao invés do pacote de batatas fritas?

B – Exercício – você está fazendo um mínimo de exercício? Se não pratica nenhum esporte, ao menos sobe escadas, caminha na hora do almoço e encontra outras alternativas para se mexer?

Mudanças nesses dois itens podem ser muito simples, e fáceis de fazer. Portanto, vá em frente. Cuide de si mesmo. Se achar que precisa, vá ao médico fazer um check-up geral – uma atitude recomendada anualmente para quem já passou dos quarenta.

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