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DICAS PARA DECOLAR - 16


AS CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DOS VENCEDORES

COMO CHEGAR AO TOPO

Na coluna anterior, comentei como as pessoas de grande destaque, muitas vezes, são pessoas que enfrentaram obstáculos aparentemente intransponíveis. Citamos o caso de Lincoln – que fracassou várias vezes antes de ser presidente americano; de Helen Keller que, apesar de cega e surda, se tornou uma conhecida escritora; e de Gandhi, calmo advogado hindu que ousou enfrentar o Império Britânico e tornar a Índia um país livre.

Para esses grandes vencedores, os obstáculos deixaram de sê-lo, e se tornaram desafios a serem vencidos. Por isso mesmo é que eles se tornaram vencedores. Para que o mesmo aconteça com você, portanto, é preciso transformar os obstáculos em desafios. Mas como fazer isso?

1 – Escolhendo a montanha certa

O primeiro passo já foi dado, se você fizeram o que sugeri – identificar se vocês estão escalando a montanha correta – isto é, se estão diante do desafio adequado para vocês, e não estão enfrentando um determinado desafio meramente por imposição social ou porque alguém acha que é o desafio adequado para vocês.

2 – Um pouco de cartografia

O segundo passo, indispensável para vencer desafios, é estudar um pouco da "cartografia" do problema. Nenhum explorador levanta de manhã e diz "acho que hoje vou conquistar o Himalaia". Porque eles sabem muito bem que, para se ousar, é preciso manter os pés no chão. Por isso é que, antes de se envolverem na aventura em si, os exploradores estudam o terreno – nos mapas.

Vamos aplicar isso ao ambiente de trabalho. Vamos considerar que o seu "Himalaia pessoal" seja um chefe muito chato, um sujeito intratável. Ele está ali, é irremovível, e você tem duas opções: ou aprende a conviver com ele e até passa a gostar disso ou abandona o emprego.

O que é estudar a cartografia de alguém assim? É se preparar, em primeiro lugar, para entender o seu chefe. Neste caso, que tal procurar livros específicos de psicologia e relacionamento no trabalho? Com a leitura de um ou dois livros, você já estará equipado para entender o seu chefe. Já terá um mapa básico de como a mente e os comportamentos dele funcionam.

Mas seu problema não é esse? É, digamos, o de desenvolver uma estratégia que lhe permita ocupar um cargo de chefia em um número determinado de anos? Os princípios de operação não irão variar. Você ainda terá que estudar a cartografia do terreno. Terá que estabelecer quais são as características necessárias para ocupar aquele cargo de chefia – e para isso terá que saber que características são importantes para chefiar. Mais uma vez, eu recomendo uma visita à livraria ou à banca de revistas – procure material sobre o tema, para que, entendendo mais dele, possa desenvolver o passo seguinte da sua conquista do Himalaia.

3 – Juntando os equipamentos

Tendo estudado a cartografia da montanha, um explorador já tem condições de determinar do que irá precisar para a escalada. E, naturalmente, a etapa seguinte será juntar o equipamento que precisa.

O mesmo acontecerá com você. Depois de obter as informações básicas sobre o desafio que tem que enfrentar, você já pode determinar que equipamentos são necessários para chegar ao objetivo.

Voltando aos exemplos anteriores. No caso do chefe de mau gênio, você poderá começar a definir estratégias para contornar o mau gênio dele. Talvez você tenha percebido que determinadas situações são o estopim que detona as crises de mau gênio de seu chefe – e poderá determinar como evitar essas situações. Talvez você tenha chegado à conclusão de que ele é assim mesmo e nunca vai mudar – e então poderá pensar em estratégias que o tornem insensível ao mau gênio dele. Qualquer que seja a alternativa, tenho certeza que seus estudos já o levaram a refletir sobre que equipamentos poderá usar.

No segundo exemplo, o estudo da cartografia serviu para determinar que habilitações serão necessárias para chegar ao ambicionado cargo de chefia. A pessoa pode ter percebido que todos os chefes de departamento da empresa fazem, periodicamente, cursos no exterior – torna-se, portanto, óbvia a necessidade de falar e escrever bem em inglês. Ou pode ter concluído que os bons chefes são aqueles que dedicam uma atenção pessoal aos seus subordinados, fazendo com que se sintam valorizados e sejam mais produtivos – e, com base nisso, pode começar a trabalhar para desenvolver essa característica.

4 – Estabelecendo o roteiro da escalada

Tendo definido que equipamentos são necessários, o explorador, agora, começa uma etapa vital: a de determinar o roteiro da escalada. Isso significa não só escolher um caminho ao longo da montanha – implica, também, em determinar o tempo de duração de cada etapa, os locais de acampamento e todos os outros pequenos detalhes que envolvem a aventura em si.

Esse é, para o profissional que quer escalar o seu Himalaia pessoal, o momento do planejamento detalhado. Pois, lembre-se, conquistar o Himalaia é muito bonito – mas isso é feito dando um passo de cada vez.

Preocupe-se, portanto, em estabelecer uma meta geral – e vá subdividindo essa meta em objetivos cada vez mais pequenos e simples, que serão os passos de sua jornada.

No caso da pessoa que quer ocupar um posto de chefia. Digamos que isso é um objetivo que quer alcançar em 4 anos (tempo da escalada). Para tanto, ela determinou que irá precisar de:
a – Falar e escrever bem em inglês
b – Ter boas habilidades sociais e de relacionamento com outras pessoas

Cada um desses objetivos pode ser subdividido em etapas menores, não é mesmo? O estudo de inglês pode ser distribuído ao longo dos anos, com tarefas diárias – em uma semana, por exemplo, a pessoa terá como meta decorar o verbo ser em inglês. Dali a dois anos, a meta da semana será bem diferente – e mais complexa. Mas a cada semana haverá um novo pequeno desafio – que será um passo para atingir o desafio maior.

No caso das habilidades sociais, imaginemos que se trata de uma pessoa introvertida, para quem isso é muito difícil. Ela pode subdividir a meta de tal forma que comece com desafios bem simples – como o de cumprimentar pessoas que encontra freqüentemente, ou expressar sua opinião em público ao menos uma vez por semana.

5 – Partindo para a conquista – e aprendendo com os imprevistos.

Com equipamentos, mapas e roteiro de viagem na mão, você já está mais do que pronto a enfrentar literalmente qualquer desafio. Vá em frente! Mas, enquanto escala o seu Himalaia pessoal, apenas um lembrete – imprevistos acontecem. A política de promoção da empresa muda. O seu chefe se aposenta. Aceite esses pequenos – ou grandes – imprevistos como uma parte da sua jornada. E continue em frente! Afinal, ninguém chega ao cume sem enfrentar uma nevasca – e isso faz parte da diversão.

ESTA COLUNA ENCERRA A SÉRIE "AS CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DOS VENCEDORES".

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