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Etéreo

Etéreo
Mistério
Baloiça
No ar.
Não olhes,
Não oiças,
Não queiras
Falar.

Voeja,
Revoa,
Vem te
Encontrar.
E na tua
Boca
Supõe
O beijar.

Não queiras
Rompê-lo.
Não queiras,
Jamais,
Tirar-lhe
Diáfano
Véu do
Olhar.

Que o etéreo
Mistério
Pode se
Assustar.
E como
Um pássaro
Se atirar
Ao ar

 

Etéreo
E eterno
É o mistério
De amar.
Com as
Suas asas
Só quer
Te embalar.

Não fales,
Não contes,
Não queiras
Jamais
Saber o
Seu nome
Ou de onde
Virá.

Que a
Sua boca
Não se
Moverá.
E, triste,
O mistério
Vai te
Abandonar.


(Poesia de autoria de Lígia Gomes Carneiro
reprodução proibida sem autorização.)


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