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| Ao longo de toda a história humana, contribuímos muito para a
preservação da espécie. Enquanto os homens iam à luta, plantávamos para que todos
comessem, tecíamos para que todos se vestissem, cuidávamos das crianças para que
florescessem. Quanto os homens voltavam da luta, lhes curávamos as feridas.
Os
tempos, felizmente, mudaram. Os homens da tribo não precisam se ausentar em longas
guerras. As mulheres da tribo não precisam gastar sua vida nos serviços domésticos.
Então, que contribuição podemos dar, agora, nesse tempo de paz relativa? Há, ainda,
alguma contribuição a ser dada? |
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| "Quando as meninas brincam juntas, fazem
isso em grupos pequenos, íntimos, com ênfase na minimização da hostilidade e
maximização da cooperação, enquanto as brincadeiras dos meninos são em grupos
maiores, com ênfase na competição. Pode-se ver uma diferença-chave no que ocorre
quando as brincadeiras de meninos e meninas são interrompidas porque alguém se machucou.
Se um menino que se machucou fica irritado, espera-se que saia e pare de chorar para que a
brincadeira recomece. Se o mesmo acontece num grupo de meninas brincando, a brincadeira
pára e todas se reúnem em volta para ajudar a menina que chora. Essa diferença entre
meninos e meninas brincando epitoma o que Carol Gilligan, de Harvard, aponta como uma
desigualdade-chave entre os sexos: os meninos se orgulham de uma independência e
autonomia solitárias, duronas, as meninas se vêem como parte de uma teia de
ligações". Que mundo você quer construir para as próximas gerações? De guerras ou de união? De durões solitários ou de doces teias de solidariedade? Pense plural, pense feminino, pense no particular e no geral, na árvore e na floresta. Ajude a transformar as relações entre homens e mulheres, tornando-as mais equitativas. Ajude as demais mulheres, ouvindo-as e apoiando-as. Ajude a vida a fluir neste planeta tão feminino e tão plural. |
Dúvidas ou sugestões, escreva para
webmistress@femininoplural.com.br