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A ÁRVORE DA VIDA
(em homenagem à esposa do Darwin)


Depois de mim, outros virão.
E outros, e outras, e outros.
Até que, na última encarnação,
Deus possa ter sido todos.
(by Lígia Gomes Carneiro)
Ao longo de toda a história humana, contribuímos muito para a preservação da espécie. Enquanto os homens iam à luta, plantávamos para que todos comessem, tecíamos para que todos se vestissem, cuidávamos das crianças para que florescessem. Quanto os homens voltavam da luta, lhes curávamos as feridas.

Os tempos, felizmente, mudaram. Os homens da tribo não precisam se ausentar em longas guerras. As mulheres da tribo não precisam gastar sua vida nos serviços domésticos. Então, que contribuição podemos dar, agora, nesse tempo de paz relativa? Há, ainda, alguma contribuição a ser dada?

Há, e essa será a nossa maior contribuição. A evolução da espécie, o acesso ao ensino para as mulheres e a possibilidade de controlar o próprio corpo através da pílula anticoncepcional levaram as mulheres a um patamar de liberdade nunca antes conhecido. E só quem é livre pode doar o que tem de melhor, porque o faz por querer, e não por obrigação.

O que temos de melhor, para repartir com toda a humanidade, é a nossa característica
FEMININA PLURAL. Nossa capacidade de doar tempo e paciência ao próximo, de trabalhar em conjunto, de estabelecer laços e relações.

Para entendê-la melhor, leia abaixo as palavras de um homem. Ele é Daniel Goleman, autor do livro "Inteligência Emocional".

"Quando as meninas brincam juntas, fazem isso em grupos pequenos, íntimos, com ênfase na minimização da hostilidade e maximização da cooperação, enquanto as brincadeiras dos meninos são em grupos maiores, com ênfase na competição. Pode-se ver uma diferença-chave no que ocorre quando as brincadeiras de meninos e meninas são interrompidas porque alguém se machucou. Se um menino que se machucou fica irritado, espera-se que saia e pare de chorar para que a brincadeira recomece. Se o mesmo acontece num grupo de meninas brincando, a brincadeira pára e todas se reúnem em volta para ajudar a menina que chora. Essa diferença entre meninos e meninas brincando epitoma o que Carol Gilligan, de Harvard, aponta como uma desigualdade-chave entre os sexos: os meninos se orgulham de uma independência e autonomia solitárias, duronas, as meninas se vêem como parte de uma teia de ligações".


Que mundo você quer construir para as próximas gerações? De guerras ou de união? De durões solitários ou de doces teias de solidariedade?

Pense plural, pense feminino, pense no particular e no geral, na árvore e na floresta.

Ajude a transformar as relações entre homens e mulheres, tornando-as mais equitativas. Ajude as demais mulheres, ouvindo-as e apoiando-as.

Ajude a vida a fluir neste planeta tão feminino e tão plural.

Dúvidas ou sugestões, escreva para
webmistress@femininoplural.com.br