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Harry Sanborn (Jack Nicholson) é um solteirão convicto que só namora mulheres com menos de 30 anos. Naquele que seria um final de semana romântico com a sua mais recente paixão, Marin (Amanda Peet), na casa de praia da mãe dela, Harry sente dores no peito e passa mal. A mãe de Marin, Erica Barry (Diane Keaton), uma bem-sucedida dramaturga divorciada, hesita mas acaba concordando em ajudar a cuidar dele até que se recupere. Harry fica surpreso ao se sentir atraído por Erica. Apesar de inicialmente antipatizar com Harry, Erica redescobre o amor. É um filme típico do garanhão que acha que tudo pode. Até aí, nenhuma novidade. Mas ao se desenrolar, o filme mostra que é sobre a (re)descoberta do amor. Alguém tem que ceder apresenta o amor de uma forma que há muito tempo já não era visto no cinema : de um jeito inocente, quase infantil. É o próprio amor adolescente, sendo que dessa vez, surge em dois cinquentões. Quando menos esperavam, o amor apareceu. E o amor é assim, pode aparecer em qualquer lugar, quando a gente menos espera e por quem a gente menos espera. O amor pode surgir na escola, no trabalho,na esquina,no cinema...a gente se apaixona em qualquer lugar. O filme mostra o lado assustador do amor, o medo de amar, de se magoar. Mostra também o frio na barriga, a explosão de felicidade que sentimos no coração ao ver a pessoa amada. Mas, não obstante o tema, esse filme não é só para pessoas manteigas-derretidas. Pelo contrário, contém cenas hilárias. É um filme cujo público vai do casal apaixonado à vovó que um dia também amou. Jack Nicholson brilha encarnando o próprio Don Juan (que ele diz ser na vida real), e Diane Keaton está irreconhecível, linda. Um filme soberbo!
Título Original: Something's gotta give
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