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É o tipo de filme que você já sabe o final, mas de alguma maneira isso não te impede de ir ao cinema. O filme é previsível, de fato, mas de alguma maneira ele ainda mexe com você (você mulher, né, porque cá entre nós, os únicos homens que vão assistir só estão indo porque as namoradas ou irmãs exigiram). Mas mexe sim, é impressionante até como uma comédia de amor, diga-se de passagem, bem feita, consegue criar uma identidade com seu público alvo. Seja você adolescente numa espera ansiosa pelo amor da sua vida, seja você sozinha aos trinta anos e desiludida, seja você cinqüentona relembrando os velhos tempos... O filme aborda, entre outras questões, o verdadeiro amor, aquela pessoa que magicamente te faz feliz, te faz bem, te entende e te completa... E por obstáculos da vida, ou melhor, obstáculos que nós mesmos criamos, esse amor fica difícil de ser vivido... a pessoa certa na hora errada, no lugar errado, o que seja... Ou então o mais dramático: nem sempre percebemos que o grande amor está mais perto do que pensamos! Ok ok, chega de romantismo... Bem falemos então das performances... Hum... Ashton Kutcher é o típico ator que em 90% dos filmes (há exceções como o excelente Efeito Borboleta) faz o mesmo papel de garotão charmosamente abobalhado, e convenhamos,é irresistível. Amanda Peet faz a garota maluquinha que no fundo quer mesmo um grande amor, e faz bem, realmente é muito natural. É um filme que em termos de excelências da sétima arte não encanta, nada demais, típico filmezinho de Hollywood. Mas em termos de diversão é sucesso garantido, afinal, em vários momentos me surpreendi com sorrisinhos no rosto!!Vale a pipoca e até uma coca light.
Título: De repente é amor
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