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Geralmente, se vocês perceberam, sempre começo a falar de um filme com a sua sinopse. Esse é o principal problema de “Mestre dos mares: o lado mais distante do mundo” : não posso fazer uma sinopse porque não há história. O filme se passa num navio inglês que segue um navio francês para impedir a expansão dos domínios napoleônicos. Esse filme, com mais de duas horas mostra cenas de lutas e perseguição em alto mar. E é isso. As cenas de lutas e de tempestade são ótimas, realmente muito bem produzidas. Porém o filme não consegue desenvolver seu enredo ( aliás, que enredo?), fazendo com que durante essas duas horas de filme o espectador tenha a impressão de que NADA realmente aconteceu. O filme retrata a Inglaterra como a grande salvadora do mundo, já que graças a ela foi possível parar Napoleão. O seu final, no entanto, é o que realmente estraga essa super-produção de Hollywood, sendo não só previsível como também incompleto. “Mestre dos Mares” foi indicado para dez Oscars (em termos de efeitos especiais, som, e figurino realmente foram justos), tem a direção de Peter Weir, que foi indicado pela fama, não pela qualidade. Porém o filme conta com a participação de Paul Bettany, o mesmo que trabalhou muito bem com Russel Crowe em “Uma mente brilhante”, que mostra seu enorme talento como ator e que realmente deveria ter sido indicado como coadjuvante. Assim como no “Uma mente brilhante”, esse excelente ator escocês foi ignorado.Conta também com a participação do ótimo ator britânico James D'Arcy, na pele do primeiro tenente Pullings. Mas ainda assim, o filme não vale a pipoca.
FICHA TÉCNICA
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