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Simplesmente amor é um filme bonito, que faz com que todos se identifiquem com pelo menos uma das muitas situações vividas pelos personagens. Há o caso do primeiro amor, aquele que a gente nunca esquece. O amor de criança, que é puro e cheio de vida. O amor não correspondido, aquele que faz todo mundo sofrer. O amor que um dia acaba, e vira só carinho e respeito. O amor à primeira vista, aquele que faz o nosso coração bater bem forte. O amor que já se foi. O amor cheio de sonho, o amor de amigo. E o amor que surge quando a gente achava que não mais acreditava no amor, o amor que tem fé, e supera todas as barreiras. O amor de pai, de mãe, o amor de avó, de irmãos, de amigos, de amantes, o amor que machuca. O amor à natureza, o amor pela vida. O amor que está em todos os lugares. O filme relata bem todos esses tipos de amor, e as diversas formas de amar. E mostra que o amor realmente está em todos os lugares, em qualquer lugar, seja na escola, ou no parlamento inglês. Não dá para definir de forma clara esse filme, mas quem consegue definir o amor direito? Esse filme mostra perfeitamente bem como o amor pode dar vida à vida, como ele pode fazer o bem, e ao mesmo tempo é uma faca de dois gumes. Mostra o esforço que as pessoas têm de fazer para conquistar e manter o amor, e os sacrifícios que elas fazem em nome dele. Colin Firth interpreta com incrível transparência o homem que acreditava ter encontrado o amor, mas descobre que a mulher que ama estava tendo um caso com seu irmão. E Hugh Grant está simplesmente fantástico como o peculiar Primeiro Ministro inglês. E também Laura Linney, que abriu mão do amor que sentia pelo personagem de Rodrigo Santoro - que apesar de falar pouco está muito bem - para se dedicar ao irmão que tinha problemas mentais. E o garotinho que aprende a tocar bateria para impressionar a garota que gosta. Emma Thompson dá um banho, e volta à telona em grande estilo. Não dá para continuar: o elenco todo surpreende. Do mesmo roteirista de “4 casamentos e um funeral”, dos produtores de “Bridget Jones” e “Notthing Hill”, esse filme acerta na medida certa. E olha que é difícil mostrar o amor sem uma fórmula piegas e clichê, como vemos na maioria dos filmes. Em suma, esse filme mostra o que todos sabemos, mas sempre esquecemos: o amor está em todos os lugares. E o que seria da vida sem o amor? Porque a vida é isso: SIMPLESMENTE AMOR.
FICHA TÉCNICA
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