Filha dileta
Filha dileta do
encontro das
águas
com as
areias,
Repito há
muito
tempo o
canto das
sereias.
(Não o sigas,
marinheiro,
não o sigas,
embora
eu
saiba
que
teu
corpo se incendeia).
Filha
amarga do
encontro dos
fogos
com as
madeiras
Vivo de alimentar
o
fascínio dos
incêndios.
(Não os apagues,
homem
quieto,
não os apagues,
Embora seja
isso o
que
mais
anseias).
Filha
distante do
encontro dos
homens
com as
estrelas,
Conheço de
cor
distâncias e
espaços,
Incorporei
universos ao
romper
meus
laços,
Visitei
mundos
entre
humanos
braços
(Não
me sigas,
homem
estranho,
não
me sigas,
Pois
são
rumo à
morte os
meus
serenos
passos).
jun/2000
(Poesia de autoria de Lígia
Gomes Carneiro
reprodução proibida sem autorização.)
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