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Feminino Plural - Terra


Árvore da vida

JARDIM SECRETO
FLORES
 

Árvore dos sonhos

 

SER FLOR, FLORESCER

Estamos quase chegando na primavera, a época em as flores pontuam a nossa vida, e que a natureza nos oferece, gratuitamente, o que tem de mais belo. Você já pensou como seria bom se cada um de nós também florescesse, exercendo plenamente todos os seus potenciais, mostrando suas melhores qualidades? Infelizmente isso não costuma acontecer – com exceção de alguns poucos, costumamos nos desenvolver parcialmente, enquanto apenas sonhamos como um “eu ideal”.

A meditação de hoje tem a finalidade de permitir que nossas potencialidades ocultas venham à tona. É inspirada no florescimento de uma rosa. As flores são, há muito tempo, símbolos da Alma, do Eu espiritual. Seja o lótus dos hinduístas e budistas, seja a rosa dos persas e cristãos, seja a rosa sobre a cruz dos rosacruzes, a flor desabrochada representa uma verdade profunda: todos os seres passam por um ciclo que se conclui com o pleno florescimento, com o oferecimento, para o mundo, do que têm de mais belo. Nós, seres humanos, também compartilhamos dessa característica. Viemos ao mundo para ser flor. Viemos ao mundo para florescer.

A meditação abaixo é uma transcrição de um exercício apresentado no livro “Psicossíntese- manual de princípios e técnicas”de Roberto Assagioli, publicado pela editora Cultrix. É uma meditação simples, mas, como diz o autor, pode ter resultados surpreendentes, levando a um florescimento de qualidades interiores até então adormecidas. Apenas acrescentei a ela uma sugestão de etapa inicial e uma sugestão de finalização – mas se você quiser pode dispensar ambas as etapas e apenas realizar a meditação.

Ser flor

Etapa introdutória

Escolha uma rosa da cor que mais lhe agrada. Faça isso com cuidado, observando todos os detalhes. Compre a rosa e a traga para casa. Coloque-a em um vaso, sente-se confortavelmente em sua frente e a contemple. Sinta seu perfume. Toque-a de leve, sentindo sua suavidade. Coloque, ao lado, uma caneta e um papel, que você irá utilizar ao final da meditação.

Meditação

A seguir feche os olhos. Respire profundamente e deixe seu corpo relaxar a cada inspiração. A cada expiração, sinta que tudo o que o preocupa abandona seu corpo. Inspire luz e expire preocupações. Não force a respiração, deixe que ocorra naturalmente. Repita até sentir que está relaxada.

Imagine que está sentada em um jardim, olhando para uma roseira. Visualize suas haste com folhas e um botão de rosa totalmente fechado. O botão é verde, porque as sépalas estão fechadas. Visualize claramente esse botão, mantendo a imagem no centro de sua consciência.

Aos poucos, no topo, começa a aparecer um ponto de cor. É a rosa que começa a se abrir. As sépalas iniciam sua separação, pouco a pouco, dobrando suas pontas para fora e revelando as pétalas da rosa, que ainda estão fechadas. As sépalas continuam se abrindo, até que se pode ver totalmente o botão de rosa. Fixe sua atenção no botão.

Lentamente, as pétalas vão se separando, enquanto você observa esse movimento suave, essa dança delicada. A rosa vai se abrindo, abrindo, até se transformar em uma rosa perfeita e completamente desabrochada. Fixe sua atenção na rosa.

Sinta, agora, o seu perfume. Inale o seu aroma inconfundível.

Amplie sua visão. Inclua a roseira toda, e imagine a força vital que sobe das raízes para a flor e origina o processo de floração. Observe como a energia sobe pela roseira e alimenta a rosa.

Finalmente, identifique-se com a própria rosa. Sinta que você é essa rosa. Sinta que a mesma vida que anima o universo e criou o milagre da rosa está produzindo em você um milagre idêntico, e até maior – o despertar e desenvolvimento de seu ser espiritual e do que irradia dele. Permita-se florescer. Sinta como você exala um perfume único. Permaneça nesse estado pelo tempo que sentir que deve.

Aos poucos, volte à consciência normal. Respire profundamente, aproveitando esse momento de prazer.

Conclusão

Olhe novamente para a rosa à sua frente. Estabeleça, agora, um diálogo escrito entre você e a sua rosa, imaginando que ela é um aspecto seu. Pergunte a ela o que quiser – o que precisa para florescer, que tipo de cuidados gostaria que você tivesse com ela. Deixe que o diálogo flua naturalmente, escreva sem pensar, na forma de perguntas e respostas. Mais tarde você poderá analisar racionalmente o que foi escrito. Agora é o momento de deixar seu inconsciente falar.

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