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A força das palavras
Pare
um
minuto
e reflita.
Qual
é a
qualidade
das
palavras
que
você
disse,
durante
o
dia
de
hoje,
até
este
momento?
Foram
palavras
de
amor,
de
irritação,
palavras
ditas
só
por
falar,
palavras
que
apoiaram, ridicularizaram... Faça uma
breve
análise
do
que
passou
por
seus
lábios.
O
que
prevaleceu? O
luxo
do
amor
ao
próximo
e a
si
mesmo
ou
o
lixo
das
palavras
sem
sentido,
da
irritação
com
as
coisas
miúdas?
Falamos, na
maioria
das
vezes,
sem
pensar.
Movidos
pelos
acontecimentos,
deixamos
que
as
palavras
saiam de nossas
bocas
sem
medir
os
resultados,
sem
considerar
os
efeitos.
Mas
não
fazemos
isso
por
ignorância,
fazemos
por
descuido.
Porque
todos
nós
sabemos,
muito
bem,
o
poder
das
palavras.
Pare e pense nas
pessoas
que
já
a/o magoaram
através
de
palavras
no
último
ano.
Nos
últimos
dez
anos.
Desde
sua
adolescência.
Desde
sua
infância.
Muitos
de
nós
mantém
vivas,
ainda,
dores
vindas
de
palavras
ditas há
um
longo
tempo
atrás.
Embora
sem
substância
material,
as
palavras
têm uma
força
infinita.
Pense,
também,
nas boas
palavras
que
lhe
foram ditas.
Nos
momentos
em
que
sua
auto-estima dependeu de uma
palavra
generosa.
Dos
que
fizeram
com
que
você
se sentisse
amada/o
através
das
palavras.
As
palavras
podem
ser
bênçãos
e
bálsamos,
curar
dores
causadas
por
outras
palavras.
A
prática
sugerida a
seguir
trabalha
com
a “limpeza”
desses
episódios
que
nos
deixaram
marcas
e sofrimentos, usando a
palavra
escrita
como
instrumento
de
liberação.
Pois
as
palavras
têm
esse
belíssimo
dom
da multiplicidade:
elas
podem
ser
tanto
a
faca
que
fere
como
a
mão
que
auxilia
como,
ainda,
o
remédio
que
cicatriza. Nesta
prática,
usaremos as
palavras
como
forma
de
cicatrizar
o
passado.
Queimando o
que
doeu
Essa
prática
tem
um
nome
específico
no
hinduísmo:
vasana daha tantra.
Para
os hinduístas,
ela
é uma
ferramenta
para
limpar
o
subconsciente
de sofrimentos
passados,
e é
especialmente
recomendada
quando
se tem
algum
ressentimento guardado.
Na vasana daha tantra, a
pessoa
escreve, detalhadamente, o
episódio
que
gerou ressentimento,
dor,
sofrimento.
Antes
de
começar
a
escrever,
sente-se e acalme a
mente.
A
seguir,
procure
rememorar
todos
os
detalhes
do
episódio.
Quando
sentir
que
é o
momento,
comece a
escrever
detalhadamente
sobre
ele.
Escreva o
que
aconteceu, o
que
sentiu,
tudo.
Não
tente
censurar,
selecionar,
simplesmente
escreva.
Em
seguida,
junte todas as
folhas
escritas
e as queime. De
acordo
com
Gurudeva -
mestre
que
faleceu no
ano
passado
e
era
um
dos
expoentes
do
hinduísmo
contemporâneo
- ao
ver
o
fogo
consumindo o
papel,
a
mente
percebe, intuitivamente,
que
a
dor
e sofrimento causados
por
aquele
episódio
foram removidos.
A vasana daha tantra
pode
ser
feita
tanto
para
a
um
episódio
específico,
como
para
o relacionamento
com
uma
determinada
pessoa,
em
que
se listam
todos
os
fatos,
como
para
uma
vida
inteira.
Neste
último
caso
é
chamada
maha vasana daha tantra, e envolve procedimentos
mais
complexos.
Quem,
entretanto,
quiser
enfrentar
o
desafio,
entre
em
contato
comigo
que
encaminho as
instruções
do Satguru Sivaya Subramuniyaswami (nome
completo
de Gurudeva).
Para
aumentar
a
sensação
de
que
o
assunto
está
definitivamente
encerrado,
você
pode,
depois
de
queimar
os papéis,
tomar
um
banho,
vestir
uma
roupa
limpa,
acender
um
incenso
e
fazer
uma
prece
de agradecimento. A
seguir,
se dedique a alguma
atividade
que
lhe
dê
satisfação.
Minha
experiência
com
essa
prática
tem sido
surpreendente.
Alguns
assuntos
que
me
incomodaram
por
anos
simplesmente
foram “sumindo”, de
meu
universo
mental
e
emocional
depois
que
a realizei. Experimente. |